Nas sessões de 12, 13 e 15 de Abril de 1889. Por… Imprensa Nacional. Lisboa. 1889.
De 23,5x15 cm. Com 84 págs.
Brochado. Exemplar apresenta carimbo oleográfico da Redacção do Diário Popular sobre a capa de brochura anterior.
Uma das fonte essenciais para o estudo deste aspecto da política económica durante o Liberalismo.
Mariano Cyrilo de Carvalho era, nesta data, Ministro da Fazenda do Ministério presidido por José Luciano e nestes discursos defende as decisões do seu governo dos ataques de João Franco.
Durante o século XIX os governos concessionavam a venda e comércio de tabaco a particulares, que realizavam grandes fortunas com esta actividade. Assim, sempre que surgia o momento de renovar as concessões ou pagar dívidas delas decorrentes, a luta partidária recrudescia e levava mesmo à queda de governos.
A venda do tabaco era uma questão muito sensível, pois devido à debilidade da economia portuguesa, o produto da venda do tabaco assumia valores desproporcionados, chegando a ser 1/8 das receitas do Estado.
A questão só viria a ser resolvida precisamente por João Franco, em 1906, quando estabeleceu o monopólio do Estado, que se manteria nos mesmos moldes até 1926.