Traduzida do frances por Luis Innocencio de Pontes Athaide e Azevedo. Tomo I [ao Tomo IV]. Lisboa: Typ. de L. C. da Cunha. Costa do Castelo n.º 15. 1842. 1943.
4 Volumes encadernados num de 20x12,5 cm. Com xxxiv, 236, [vi]; 264, [vii]; 228, [iv]; 198, [x] págs. Encadernação da época inteira de pele com lombada e cantos em pele, rótulo e ferros a ouro na lombada. Ilustrado com os retratos do Marquês de Pombal, D. José I, D. Maria I e 5 estampas representando episódios marcantes da época, como a execução dos Távoras, um dos eventos mais controversos do período pombalino.
Exemplar com vestígios de traça e danos nas charneiras, perda de revestimento na coifa inferior e pasta posterior, páginas preliminares parcialmente soltas, assinatura de posse na folha de anterrosto e de rosto, algumas manchas de humidade que atingem a mancha gráfica, sem prejudicar a leitura, da página 199 do último volume a folha de guarda fixa posterior, tranchefila parcialmente solta.
Contém nas páginas preliminares em numeração romana um prefácio e um prólogo. Obra divide-se em livros e capítulos: 1.º volume - livro primeiro com sete caps., livro segundo com cinco caps., livro terceiro com três capts., e livro quarto com dois caps.; 2.º volume - livro quinto com catorze caps., livro sétimo com cinco caps., e livro oitavo com seis cps.; 3.º volume - livro nono com trinta e oito caps.; 4.º volumes - livro nono com vinte caps., livro décimo com vinte e dois caps. Páginas finais com índice dos documentos justificativos que fazem parte do terceiro volume, e índice das estampas.
Originalmente escrita em francês por Pierre de Cormatin (Pierre-Marie-Félicité Dezoteux), esta obra foi traduzida por Ataíde e Azevedo.
Importante obra histórico-política que analisa o exercício do poder do Marquês de Pombal como secretário de Estado e primeiro-ministro durante o reinado de D. José I (1750-1777). Descreve e interpreta as principais reformas administrativas, económicas e políticas conduzidas por Pombal.
Inserida no contexto do chamado Período Pombalino (1750-1777), quando Sebastião José de Carvalho e Melo exerceu poder quase absoluto como ministro do rei D. José I, onde implementou reformas profundas após o Terramoto de Lisboa de 1755, reorganizando a cidade e as instituições do Estado. Tem como pano do fundo a política económica e comércio, que tenta dinamizar a economia e controlar finanças públicas; Educação e cultura, com reformas no ensino e limitação da influência clerical no Estado; Fortalecimento do Estado e do poder régio, com reformas administrativas e legais; Conflitos com a nobreza e a Companhia de Jesus, como no chamado Processo dos Távoras e expulsão dos jesuítas.
Luís Inocêncio de Pontes Ataíde e Azevedo (1810–1876) foi um tradutor e intelectual português do século XIX. Embora os registos biográficos detalhados sejam escassos, a sua relevância histórica advém principalmente do seu trabalho de tradução de obras políticas e biográficas de vulto.