Nova edição. Preparada pelo Dr. A. J. Gonçalvez Guimarãis, lente da Universidade de Coimbra. Imprensa da universidade. Coimbra. 1910-1917.
5 Volumes de 21x13,5 cm. com 437 [i]; 360; 398 [i]; 414; 442 págs. Encadernação inteira de pele, nervos e ferros a ouro na lombada e nas pastas.
Todos os exemplares preservam as capas de brochura e apresentam ex-libris no interior da pasta anterior.
Garcia de Resende, (Évora, 1470? - Évora, 1536), poeta e historiógrafo, músico e cantor. Homem do paço e conhecedor dos divertimentos cortesãos, teve ele a iniciativa de organizar, seguindo o exemplo de Hernández del Castillo, o Cancioneiro Geral (1516), que, para se distinguir do que, sob o mesmo título, publicou o seu predecessor (Valência, 1511), é também designado como Cancioneiro de Resende.
Esta é uma vasta compilação de toda a produção poética do tempo, tendo havido por parte de Resende a preocupação da quantidade na recolha. A partir de 1530, fixou residência em Évora para ultimar os seus escritos, leal ao princípio enunciado no prólogo ao Cancioneiro Geral de não continuar a incúria com que os portugueses registam as coisas 'dignas de grande memória', votando-as, assim, ao esquecimento.
Nascido do propósito de perpetuar a poesia cultivada nos serões palacianos, as 'cousas de folgar e gentylezas', o Cancioneiro Geral, coligido por Garcia de Resende, publicado em Lisboa, em 1516, entroncando na tradição peninsular dos cancioneiros coletivos, oferece um repositório poético muito vasto e literariamente diversificado dando um excelente quadro da época e da mentalidade do tempo.