Livraria Portuense. Porto. 1894.
De 21x14,5 cm. Com 31 págs. Brochado. Exemplar com mancha de humidade e falhas na capa de brochura.
Júlio Lourenço Pinto (Porto, 24 de maio de 1842 - Porto, 6 de maio de 1907) foi um escritor, político e crítico literário português. Pertencendo à mesma geração de Eça de Queirós, começou a publicar pouco depois daquele. Licenciado em Direito, seguiu a carreira administrativa, sendo governador civil de várias cidades.
A prepósito desta brochura de autoria do antigo Governador Civil de Faro e do bioco (pág. 23) ou rebuço, capa negra que se estendia da cabeça aos pés só possibilitando ver os olhos usado pela mulher algarvia, tipo burca mas sem conotações religiosas. O autor (Governador) intuía que seria uma camuflagem para a prática de inconfessos atos. Por isso, servindo-se dos poderes que lhe estavam conferidos, decretou: “É proibido nas ruas e templos de todas as povoações deste distrito o uso dos chamados rebuços ou biocos de que as mulheres se servem escondendo o rosto”, refere o artigo 32, do Regulamento Policial do distrito, publicado a 6 de Setembro de 1892.