Versailhes. 1919.
De 30,5x22 cm. Com xv, 428, [iv] págs. Encadernação com lombada em percalina.
Ilustrado em extratexto com quatro mapas desdobráveis a cores de grandes dimensões, reproduzindo alguns países da Europa, como a Hungria, a Áustria, a Suíça, a Alemanha, e as definições de fronteiras entre estes países.
Fonte muito importante para o estudo da participação de Portugal nas negociações do tratado e para o estudo das consequências políticas e militares deste tratado, que definiu as condições a observar pelos vencidos da Primeira Guerra Mundial e as reparações territoriais e económicas a atribuir aos vencedores.
Articulado do Tratado de Paz, chamado de Versalhes, local onde foi assinado, com texto bilingue em francês e inglês, que começou a ser negociado pela Delegação Portuguesa chefiada por Egas Moniz e que pouco depois passou a ser chefiada por Afonso Costa.
O tratado de Versalhes foi o resultado das negociações entre os vencedores da Primeira Guerra Mundial, que impuseram duras condições à Alemanha e desmembraram o Império Austro Hungaro, numa grande quantidade de pequenos países, no centro da Europa.
Por isso o Tratado criou uma era de instabilidade, agravada pelas crises económicas, que viu surgir sucessivamente o Comunismo na Rússia, o Fascismo na Itália e o Nazismo na Alemanha culminando numa inevitável Segunda Guerra Mundial.
Portugal foi um prededor, em parte devido à instablilidade política, em parte devido à falta de capacidade negocial das delegações portuguesas. Apesar dos terríveis sacríficios suportados pela participação na guerra, as pesadas baixas em combate, na França e em África, a fome em Portugal e as depredações dos submarinos alemães contra a navegação e os portos portugueses, a Portugal serão atríbuidas compensações irrisórias nunca totalmente pagas.