De 5,5x15,5 cm. Com 8 folhas que se abrem em harmónio amarradas por dois cordéis presos a capas decorativas de madeira avermelhada, com o exterior abaulado com uma cercadura central e decoração em relevo a dourado e preto.
Na frente das folhas apresenta um denso texto, com cerca de 8 linhas por folha, gravado em caracteres muito pequenos. No verso tem quatro belas imagens de folha dupla detalhadamente gravadas ao longo de todas as folhas, com ilustrações vibrantes e pintadas à mão que retratam cenas da vida de Buda e ensinamentos budistas (como a sua jornada em direção à iluminação sob a árvore Bodhi ou interações com discípulos e divindades).
Caracteriza-se pelo uso proeminente de fundos amarelos e dourados, contornos pretos detalhados e figuras expressivas típicas da arte sacra birmanesa.
Objeto raro e de grande valor pela sua beleza e importância cultural, originário de Mianmar (antiga Birmânia), este tipo de manuscrito religioso é tradicionalmente feito com painéis de folhas de palmeira interligados ou papel espesso local, dobrados em formato de acordeão/sanfona.
Este tipo de manuscrito seria usado principalmente em contextos religiosos e educacionais, por monges budistas e académicos. O seu conteúdo pode incluir escrituras sagradas, comentários, ou instruções de meditação. Trata-se de um exemplo típico de um manuscrito em folha de palmeira, usado para preservar textos religiosos budistas.
As folhas de palmeira são um material tradicional usado em manuscritos birmaneses e de outras partes do Sudeste Asiático, que foi amplamente utilizado antes da introdução do papel. As folhas eram preparadas, cortadas e alisadas para serem utilizadas como superfície de escrita. Os caracteres eram gravados na superfície das folhas utilizando-se um pigmento negro fuliginoso. Depois eram preservadas com óleo para aumentar a sua durabilidade.
O sistema de escrita utilizado é o birmanês, que deriva do alfabeto Mon, que por sua vez foi influenciado pelo alfabeto brâmico do sul da Índia.
Para uma análise mais detalhada ou uma tradução precisa destes documentos, é recomendável consultar um especialista em manuscritos birmaneses.
[EN] Traditional Burmese Buddhist manuscript, known as a Parabaik or book of illustrated palm-leaf manuscripts. 19th/20th Century.
5.5 × 15.5 cm. 8 leaves that fold out in an accordion-style, bound by two cords attached to decorative reddish-coloured wooden covers, the exterior of which is domed with a central border and embossed decoration in gold and black.
The front of the leaves features dense text, with around 8 lines per leaf, engraved in very small characters. On the reverse side, there are four beautiful double-page images, intricately engraved across all the leaves, featuring vibrant, hand-painted illustrations depicting scenes from the life of the Buddha and Buddhist teachings (such as his journey towards enlightenment beneath the Bodhi tree or his interactions with disciples and deities).
It is characterised by the prominent use of yellow and gold backgrounds, detailed black outlines and expressive figures typical of Burmese religious art.
A rare object of great value due to its beauty and cultural significance, originating from Myanmar (formerly Burma), this type of religious manuscript is traditionally made from panels of interlinked palm leaves or thick local paper, folded in an accordion-style format.
This type of manuscript would have been used mainly in religious and educational contexts, by Buddhist monks and scholars. Its contents may include sacred scriptures, commentaries or meditation instructions. It is a typical example of a palm-leaf manuscript, used to preserve Buddhist religious texts.
Palm leaves are a traditional material used in manuscripts from Burma and other parts of South-East Asia, which were widely used before the introduction of paper. The leaves were prepared, cut and smoothed to serve as a writing surface. The characters were inscribed onto the surface of the leaves using a sooty black pigment. They were then preserved with oil to increase their durability.
The writing system used is Burmese, which is derived from the Mon alphabet, which in turn was influenced by the Brahmi script of southern India.
For a more detailed analysis or an accurate translation of these documents, it is advisable to consult a specialist in Burmese manuscripts.