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CICERO. (Marcus Tullius) e Miguel Antônio Ciera. OS TRES LIVROS DE CICERO SOBRE AS OBRIGAÇÕES CIVIS

300,00 €
Disponível
Descrição

Traduzidos em Lingua Portugueza Para Uso DO REAL COLLEGIO De Nobres. LISBOA MDCCLXVI [1766]. Na Offc. de Miguel Manescal da Costa, Impressor do Santo Officio. Por ordem de S. Magestade.

In 8.º de 10x8 cm. Com [xxiii], [i em br], 155, [i em br]; 94; 124  págs. Encadernação da época inteira de pele com rótulo e ferros a ouro na lombada. Cortes das folhas marmoreados. Ornamentado com iniciais decorativas com motivos vegetalistas e no fim do terceiro livro com um florão de remante. 

Exemplar com ligeiros danos de traça no pé da lombada e assinatura de posse desvanecida no verso da folha de rosto. 

Os três livros apresentam númerações distintas. 

Folhas preliminares, sem numeração, com dedicatória do tradutor (Miguel Antonio Ciera) ao Senhor Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) e índice dos capítulos dos três livros. Os livros dividem-se em capítulos, em que o primeiro contém  XLVI [46] caps., o segundo xx [20] e o terceiro xx [20]. 

A tradução foi realizada pelo italiano Miguel Antonio Ciera, apesar de não constar na folha de rosto, assina na dedicatória. Não verteu o De Officiis diretamente do latim, utilizou uma versão italiana de Giácomo Facciolati, tomando-a como “a mais correta”. Cícero escreveu o De Officiis (Dos deveres ou Das obrigações) [44 a.C.] para seu filho Marco, que estudava em Atenas, com o propósito de orientá-lo acerca das “obrigações da vida civil”, deveres morais, a honestidade, a justiça, a prudência e a conduta que deve orientar a vida humana e cívica.

Obra muito importante destinada ao ensino do civismo e da ética no Real Colégio dos Nobres, enquadrada nas reformas pombalinas em Portugal entre 1750 a 1777. Insere-se na valorização do estudo dos autores clássicos e da formação moral e cívica, aspectos que ganharam importância na política educativa pombalina. O Real Colégio dos Nobres foi criado por carta de lei de 7 de Março de 1761, por iniciativa de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, então Conde de Oeiras. 

Miguel Antônio Ciera, mais conhecido como Miguel de Ciera (Piemonte, ? — Lisboa, 1782) foi um astrônomo, cartógrafo, geógrafo e cosmógrafo italiano que prestou importantes serviços para à Coroa portuguesa. Pai de Francisco António Ciera, viera para Portugal para integrar a delegação científica portuguesa que participou na delimitação de fronteiras da América do Sul. Colaborou na fundação do Real Colégio dos Nobres, onde foi prefeito dos estudos e professor de Matemática, foi também encarregado da reforma dos Novos Estatutos da Universidade de Coimbra entre outros cargos. Incorporado com o grau de Doutor em Matemática por Portaria do Marquês de Pombal, Proferiu a Oração de Sapientia em 1773. 

Ref.:

Inocêncio VI, 218.
Almeida Santos (Antonio Cesar de Almeida): “Para a boa ordem e decoro de minha corte” O decoro no vocabulário político do século XVIII português. Varia Historia, vol. 37, núm. 75, pp. 747-777, 2021.
Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa. Carta do conde de Oeiras ao Governados da Capitania de São Paulo, 22 jul. 1766. Códice 423. 
Universidade de Coimbra: História da Ciência na UC - Miguel António Ciera. 
Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia: Francisco António Ciera. 

INFORMAÇÃO ADICIONAL [+]
Referência / SKU: 2609RS016
Idioma: Português
Nº Volumes: 1
Personalização: Não
Localização: SACO RS898-01
Autor: CICERO. (Marcus Tullius) e Miguel Antônio Ciera.
Peso (gramas): 131
Comprimento: 0
Largura: 0
Altura: 0
EAN: 3519725813903
Editor: Na Offc. de Miguel Manescal da Costa.

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