• Livros Raros | Rare Books

sadacosta-2609es029_2.jpg
sadacosta-2609es029_3.jpg
sadacosta-2609es029_4.jpg

TEIXEIRA DE PASCOAES. PAINEL.

500,00 €
Disponível
Descrição

Editado por Luiz Reis Santos. Lisboa. 1935.

De 26,5x19,5 cm. Com 11, [i] págs. Brochado. Ilustrado a cores por José de Almada Negreiros.

Exemplar n.º 170 de uma tiragem de 200, com assinatura do autor; miolo solto, restauro amador na lombada e etiqueta comercial no verso da capa anterior. Colofon no verso da capa posterior.

Poema datado de Amarante, 1932, que percorre uma paisagem portuguesa de serras, rios e mar, evocando a memória da Lusitânia. A composição culmina na figura profética de Bandarra e na esperança do regresso de D. Sebastião.

Teixeira de Pascoaes é o pseudónimo de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos (Amarante, 1877 - Amarante, 1952): Foi um poeta, escritor e filósofo português e um dos principais representantes do saudosismo. Oriundo de uma família da aristocracia rural, com raízes em Amarante. Foi uma criança solitária, introvertida e sensível, muito propenso à contemplação nostálgica da Natureza.

Em 1883 iniciou os estudos primários em Amarante e, em 1887, ingressou no Liceu, em Amarante não foi bom aluno, tendo até reprovado em Português. Em 1895 muda-se para Coimbra, onde termina os seus estudos secundários e em 1896 inscreve-se no curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Licencia-se em 1901 e, renitentemente, estabelece-se como advogado em Amarante e, a partir de 1906, no Porto, sendo em 1911 nomeado juiz substituto em Amarante, cargo que exerce até 1913, com alívio, dá por terminada a sua carreira judicial.

Com a morte do autor em 1952, Vicente Risco afirma que 'a Galiza o pranteou como se fosse dela e nada mais fez, pois é devida a revelação da saudade, em que se encripta o sentido profundo da nossa intimidade poética'. Pessoa o definiu como 'um dos maiores poetas vivos e o maior poeta lírico da Europa de hoje'.

Assim como António Sérgio e Raul Proença foi um dos líderes do chamado movimento da 'Renascença Portuguesa' e lançou em 1910 no Porto, juntamente com Leonardo Coimbra e Jaime Cortesão, a revista A Águia, principal órgão do movimento. Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas Serões (1901-1911), Atlântida (1915-1920), Contemporânea (1915-1926), Revista de turismo iniciada em 1916, Conímbriga de 1923 e na 1.ª série da revista Panorama (1941-1949).

Destre suas obras destacam-se: 1895 - Embriões, 1899 - Profecia (colaboração com Afonso Lopes Vieira), 1901 - À Ventura, 1903 - Jesús e Pan, 1904 - Para a Luz, 1906 - Vida Etérea, 1907 - As Sombras, 1909 - Senhora da Noite, 1911 - Marânus, 1912 - Regresso ao Paraíso, 1912 - Elegias, 1913 - O Doido e a Morte, 1920 - Elegia da Solidão, 1921 - Cantos Indecisos, 1923 -  O Pobre Tolo, 1924 - A Elegia do Amor, 1925 - D. Carlos, 1925 - Cânticos, 1925 - Sonetos, 1949 - Versos Pobres, 1915 - A Arte de Ser Português, 1916 - A Beira Num Relâmpago, 1919 - Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha), 1921 - O Bailado, 1923 - A Nossa Fome, 1928 - Livro de memórias (autobiografia), 1936 - São Jerónimo e a trovoada (biografia romanceada),1942 - O Penitente (Camilo Castelo Branco) (biografia romanceada), 1942 - Duplo passeio, 1945 - Santo Agostinho (biografia romanceada), 1919 - Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha), 1922 - Conferência, 1922 - A Caridade (conferência), 1926 - Jesus Cristo em Lisboa (colaboração com Raul Brandão)

José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, 1893 - Lisboa, 1970): Foi um artista multidisciplinar português que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas e à escrita, ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses.

Almada Negreiros foi o primeiro filho de António Lobo de Almada Negreiros, tenente de cavalaria natural de Aljustrel, administrador do Concelho de São Tomé. Os primeiros anos da sua infância foram passados em São Tomé. Em 1900, o seu pai é nomeado encarregado do Pavilhão das Colónias na Exposição Universal de Paris; Almada e o seu irmão António são internados no Colégio Jesuíta de Campolide, Lisboa, onde irão residir até à extinção do colégio, em 1910, na sequência da implantação da República.

Artista multifacetado, a obra de Almada reparte-se por áreas muito diversas. De todas a mais constante foi o desenho, para o qual mostrou vocação ainda muito jovem, durante a frequência Colégio Jesuíta de Campolide. Datam desses anos os trabalhos apresentados na sua exposição individual de 1913. Assinalando a "futilidade das coisas" sobre as quais Almada se focava nessas caricaturas e desenhos humorísticos, e o "talento incerto" do jovem autor, a crítica de Fernando Pessoa referia-se já, lucidamente, ao "polimorfismo da sua arte".

Almada Negreiros é uma figura ímpar no panorama artístico português do século XX. Essencialmente autodidata (não frequentou qualquer escola de ensino artístico), a sua precocidade levou-o a dedicar-se desde muito jovem ao desenho de humor. Mas a notoriedade que adquiriu no início de carreira prende-se acima de tudo com a escrita, interventiva ou literária. Almada teve um papel particularmente ativo na primeira vanguarda modernista, com importante contribuição para a dinâmica do grupo ligado à Revista Orpheu, sendo a sua ação determinante para que essa publicação não se restringisse à área das letras. Aguerrido, polémico, assumiu um papel central na dinâmica do futurismo em Portugal.

INFORMAÇÃO ADICIONAL [+]
Referência / SKU: 2609ES029
Idioma: Português
Nº Volumes: 1
Personalização: Não
Localização: SACO ES004-01
Autor: TEIXEIRA DE PASCOAES.
Peso (gramas): 55
Comprimento: 0
Largura: 0
Altura: 0
EAN: 3519725816539
Editor: Luiz Reis Santos

IR PARA TOPO