Monographie. Monografia. [Catalogue raisonné: Peintures - Aquarelles - Gouaches. Temperas - Dessins - Vitraux. 1926-1992.] Éditions d’Art Albert Skira. Genève. 1993, 1994.
2 Volumes de 34x25 cm. Com 478, [ii]; 733, [ii] págs. Encadernações do editor em tela, com sobrecapas de protecção e acondicionado em caixa do editor. Profusamente ilustrados a cores e a preto e branco.
Exemplar n.º 1311 de uma tiragem de 3000. A justificação da tiragem consta no segundo volume estando ausente do primeiro. Com leve rasgo sem perda de papel à cabeça da sobrecapa do segundo volume.
Conjunto formado por uma monografia bilingue e pelo catálogo analítico da obra de Maria Helena Vieira da Silva. Reúne estudos sobre o percurso e a pintura da artista, documentação biográfica e o inventário das pinturas, aguarelas, guaches, têmperas, desenhos e vitrais realizados entre 1926 e 1992.
Jean-François Jaeger (1923 - 2021): Foi um célebre marchand de arte e galerista francês que dirigiu a histórica Jeanne Bucher Jaeger em Paris durante mais de seis décadas.
Guy Weelen (Toulon, 1919 - Paris, 1997): Foi um escritor e crítico de arte sobre Sonia Delaunay, Poliakoff, Hartung, Viera da Silva, Arpad Szenes entre outros, Amigo íntimo de Viera da Silva, Guy Weelen defendeu ardentemente a sua obra desde 1958. A partir de 1950, organizou exposições. Em 1968, realizou para a France Culture uma série de doze programas intitulada «Ecrits de peintre». De 1971 a 1978, foi secretário-geral da AICA.
Maria Helena Vieira da Silva ( Encarnação, Lisboa, 1908 - Paris 1992): Foi uma pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956, vinda de uma família abastada de classe alta, Maria Helena Vieira da Silva era a única filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, natural do Porto (freguesia de Cedofeita), e de Maria do Céu Silva Graça, natural de Lisboa (freguesia de São Vicente). Foi batizada na igreja de Nossa Senhora da Encarnação, ao Chiado, a 27 de novembro de 1908. Viveu os seus primeiros anos de vida na Suíça, onde o seu pai estava destacado. Com apenas três anos de idade, a 14 de fevereiro de 1911, ficou órfã de pai, passando então a viver com a sua mãe e o seu avô materno, José Joaquim da Silva Graça, republicano convicto, jornalista, fundador, proprietário e director do jornal O Século e da revista Ilustração Portuguesa, no antigo Palacete Silva Graça, situado na avenida Fontes Pereira de Melo com a rua Latino Coelho, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa.
Em 1928, tal como era frequente entre os artistas portugueses, com apenas dezanove anos e acompanhada pela sua mãe, Maria Helena decidiu prosseguir com os seus estudos académicos em Paris, França, onde estudou desenho com Fernand Léger e escultura com Antoine Bourdelle na Académie de La Grande Chaumière, ingressando ainda depois na Academia Escandinava, onde foi discípula do escultor Charles Despiau.
Durante os anos que se seguiram, nomeadamente durante a segunda metade da década de 60 e durante toda a década de 70 e 80, começaram a ser realizadas diversas retrospectivas sobre o trabalho e obra de Maria Helena Vieira da Silva, sendo as suas pinturas expostas em diversas exposições internacionais e espaços museológicas, como em Portugal, Israel, Itália, França, Reino Unido, onde foi eleita membro da Royal Academy of Arts, em 1988, Luxemburgo, Holanda, Suíça, Espanha, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Senegal, Tunísia, Argentina, Brasil ou Estados Unidos da América, onde, em 1970, foi nomeada Daughter of Mark Twain.
Em Portugal, a artista também foi reconhecida, sobretudo após a Revolução dos Cravos, tendo realizado diversas obras encomendadas pelo Estado Português, como os painéis decorativos das estações metropolitanas da Cidade Universitária e do Rato ou os dois cartazes editados pela Fundação Calouste Gulbenkian, a pedido da poetisa e amiga Sophia de Mello Breyner, para comemorar a data da revolução. A 9 de dezembro de 1977 foi lhe atribuída a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 16 de Julho de 1988 a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, para além das Medalhas da Cidade de Lisboa e do Porto pelas respectivas Câmaras Municipais. Para além destas honras dadas pelo Estado Português, várias associações e instituições portuguesas já haviam homenageado a vida e obra da artista, tais como o Grémio Literário de Lisboa e a Academia de Belas-Artes de Lisboa, que a nomearam sócia honorária em 1968 e 1971, respectivamente, sendo ainda escolhida em 1984 para membro da Academia das Ciências, das Artes e das Letras de Lisboa.
Algumas obras:
As Bandeiras Vermelhas (1939, 80 × 140 cm)
A Partida de Xadrez (1943, 81x100 cm)
História Trágico-Marítima (1944, 81,5 × 100 cm)
O Passeante Invisível (1949-1951, 132 × 168 cm)
O Quarto Cinzento (1950, Tate Gallery, Londres, 65 × 92 cm)
L'Allée Urichante (1955, 81 × 100 cm)
Les Grandes Constructions (1956, 136 × 156,5 cm)
Londres (1959, 162 × 146 cm)
Landgrave (1966, 113,6 × 161 cm)
Biblioteca em fogo (Bibliothéque en Feu) (1974, 158 × 178 cm)
Painéis de azulejo para as estações do Metropolitano de Lisboa do Rato e da Cidade Universitária.