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CERVANTES SAAVEDRA. (Miguel de) EL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA.

3 000,00 €
Disponível
Compuesto Por Miguel de Cervaántes Saavedra. Tercera Edicion Corregida. Por la Real Academia Española.Parte Primera. Tomo I. Con Superior Permiso. En la Imprenta de la Academia. Por la Viuda de Ibarra, Hijos y Compañia. Madrid MDCCLXXXVII. [1787].
Descrição

6 Volumes in 8.º de 18,1x12 cm. Com [ii], vi, ccclxviii, 89, [iii]; [viii], 326, [ii em br.]; [viii], 469, [iii]; [iv], [xx], 300, [iv em br.]; [viii], 330, [ii]; [vi], 305, [i em br.] págs. Encadernações da época inteiras de pele com rótulos vermelhos e verdes e ferros a ouro em estilo neoclássico, com monogramas e jarras com flores, nas lombadas e nas pastas, onde formam esquadrias compostas por elegantes volutas de motivos florais. Folhas de guarda em belo papel marmoreado da época. Cortes das folhas pintados de azul.

Ilustrado com o retrato do autor, um mapa desdobrável (29,7x43 cm.) de Espanha com as viagens realizadas por D. Quixote representadas por uma linha vermelha e com a indicação dos locais de 35 aventuras, desenhado por D. Tomaz Lopez, segundo levantamentos no terreno realizados por D. Jose de Hermosilla e com 23 gravuras desenhadas por Isidro e António Carnicero e gravadas por Fernando Selma, Francisco Muntaner, Simón Bievra, Juan Morena Tejada, J. Joaquin Fabregat, J. F. Palomino, Joachin Ballester, M. S. Carmona. Com o símbolo da Real Academia Española nas folhas de rosto de todos os volumes, com o mote: 'Limpia, fixa y da esplendor'.

Magnífico exemplar com carimbo oleográfico de posse de Octave Demarseille de Madrid, nas folhas de guarda de todos os volumes. Preserva todas as folhas em branco dos cadernos iniciais e finais. Pequeno rasgo na parte interior do mapa sem perda de papel, com reforço antigo e leves manchas de humidade nas margens. Leves marcas de uso nas pastas de alguns volumes.

Muito raro, notável edição do D. Quixote que estabeleceu um novo paradigma de rigor filológico na edição do texto. Foi realizada pela Real Academia Española, sendo editada pela primeira vez, em 4 volumes, em 1780, a que se seguiu uma segunda edição, em 1762 e depois a presente 3.ª edição, em seis volumes.

As primeiras páginas preliminares contêm: prólogo da Academia. As 368 páginas em numeração romana contêm o juizo crítico da obra, o plano cronológico das viagens do Quixote, a vida de Cervantes da autoria de D. Vicente de los Rios, acompanhadas pela transcrição de documentos. As páginas preliminares de cada volume incluem os índices de capítulos e no 4.º volume todas as peças preliminares da 1.ª edição da segunda parte.

Esta obra-prima da literatura universal tem encontrado um vasto número de leitores desde a sua primeira edição e desde esse tempo exerce uma profunda influência na cultura, no pensamento e nas artes de todo o mundo. As figuras dos seus dois personagens principais são universalmente reconhecidos. A universalidade da obra radica na autenticidade com que bebe as suas características de um conhecimento e vivência viscerais da cultura espanhola. Durante muito tempo vista como uma crítica demolidora aos romances de cavalaria, a moderna crítica, pelo contrário, veio a reconhecer na obra uma homenagem a esses romances, que tiveram uma forte influência na cultura peninsular.

Miguel de Cervantes Saavedra (Alcalá de Henares, 1547 – Madrid, 22-04-1616), novelista, poeta e dramaturgo espanhol, é um dos grandes génios literários de todos os tempos e além da sua obra-prima escreveu muitas outras obras, como contos, novelas curtas, teatro e poesia que só por si já o tornariam um dos maiores escritores espanhóis.

A sua vida foi muito difícil e aventurosa. Depois de um duelo, em 1569, fugiu para Roma. Em 1571 participa de forma heróica na Batalha Naval de Lepanto, onde é gravemente ferido, ficando com a mão esquerda inutilizada. Em 1575 é capturado por piratas argelinos e fica em cativeiro até 1581. Entre 1581 e 1583 viveu em Lisboa para estar próximo do rei D. Filipe II e da Corte. Em 1587 é nomeado Comissário Real para tratar do abastecimento da Armada Invencível, que se aprestou em Lisboa e em 1597 esteve preso por dívidas.

Nas suas obras demonstra em vários passos admiração por Portugal e pelos portugueses, a sua descrição e o elogio de Lisboa, na novela, Os Trabalhos de Persiles y Sigismunda, são muito célebres.

Joaquin Ibarra y Marin (Saragoça, 1725 - Madrid, 1785) Célebre tipógrafo e editor espanhol. Foi nomeado impressor oficial do rei Carlos III, em 1766. Os seus mais célebres trabalhos são as edições de A conspiração de Catilina, de Salústio, de 1772; A história de Espanha do Padre Mariana, de 1780 e as edições do D. Quixote para a Real Academia Espanhola.

Ibarra levou a arte tipográfica e da impressão das gravuras a um grau de perfeição excepcional, em Espanha, ao nível dos maiores tipógrafos da Europa. Em Portugal uma das obras que tentou emular o seu grau de perfeição foi o livro Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavalaria, 1796, impresso pela Regia Oficina Tipográfica, com um prelo de grandes dimensões.

Referencias:
Bardón - Miguel Cervantes. IV Centenário. 1616-2016, n.º 61
Bardón - IV Centenário 1605-2005, n.º 41.
Palau (1990) II, 146
Ávila Perez, 1679
Catalogo de la Exposicion celebrada en la Biblioteca Nacional. 3.º Centenario de la Publicacion del Quijote, 1905, n.º 57
Brunet, II, col. 1749

INFORMAÇÃO ADICIONAL [+]
Referência / SKU: 2605PG005
Idioma: Castelhano
Nº Volumes: 6
Personalização: Não
Localização: M-16-D-36
Autor: CERVANTES SAAVEDRA. (Miguel de)
Peso (gramas): 2740
EAN: 3519725766674
Editor: Viuda de Ibarra, Hijos y Compñia
Nº de Páginas: 2257
Impressor: Imprenta de la Academia
Ano de Edição: 1787
Local de Edição: Madrid

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