E.S.M.V. [Escola Superior de Medicina Veterinaria] 5.º Curso. [Por]... Aluno N.º 80. Corrigido pelo mui dignissimo professor catedratico Dr. Godofredo da Silva Santos. 1933-1934.
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De 34x24,5 cm. Com 192 págs. não numeradas. Encadernação com as pastas em percalina azul escura com gravações a ouro na pasta anterior, incluindo o nome da escola, título, nome do aluno, número de matrícula e ano lectivo. Folhas presas por dois cordões — um verde e um vermelho — passados por encartes na lombada.
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Contém 46 espécimes botânicos secos (de 47 previstos), colados com fita-cola ou pequenas tiras de papel sobre folhas de papel branco. Cada espécime é acompanhado de uma ficha taxonómica dactilografada a azul sobre papel vegetal, com campos para a classificação segundo o sistema de chaves dicotómicas: grande divisão, sub-divisão, classe, ordem, família, tribo, sub-tribo, género e espécie, indicando ainda o nome científico, o nome vulgar e as referências de páginas do manual adoptado.
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Exemplar com picos de traça em cerca de metade das folhas, mais intensos nas folhas correspondentes às leguminosas e rosáceas, com falhas parciais nos espécimes da Fava e da Luzerna Lupulina. Espécime da Acácia Longiforme em falta; folha da ficha presente.
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Herbário académico elaborado por um aluno do 5.º ano do curso de Medicina Veterinária da Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa, no ano lectivo de 1933–1934, sob a orientação do professor catedrático Godofredo da Silva Santos.
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A ESMV, então integrada na recém-criada Universidade Técnica de Lisboa (1930), funcionava nas instalações da Rua Gomes Freire, junto à Praça José Fontana. A conservação deste exemplar, com os espécimes botânicos ainda colados e as fichas taxonómicas preenchidas, oferece um testemunho directo das práticas pedagógicas da ESMV na década de 1930.
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Este tipo de herbário constituía trabalho prático obrigatório nos cursos de ciências agrárias e veterinárias do período, exigindo ao aluno a recolha, secagem, identificação e classificação dos espécimes segundo a taxonomia lineana, sob supervisão docente.
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A folha de rosto, manuscrita a tinta, identifica o trabalho como «Estudo especial das plantas medicinais e forraginosas» do 5.º Curso. As fichas taxonómicas, policopiadas e preenchidas à mão com referências de páginas, seguem a classificação botânica em uso na época, remetendo para um manual de consulta obrigatória. Os 47 espécimes previstos cobrem duas categorias de interesse veterinário: plantas forraginosas — como trevos, luzernas, ervilhacas, aveia, centeio e cevada — e plantas medicinais — como arruda, ricino, malva, eucalipto, borragem, urtiga e feto-macho, entre outras. A inclusão de árvores de fruto como a amendoeira, o pessegueiro e a nespereira sugere atenção às espécies de dupla utilidade, forrageira e alimentar.