Edição do Autor. Calda da Rainha. 1958.
De 25x22 cm. Com 41 págs. sem numeração. Folhas soltas acondicionadas em pasta do editor. Profusamente ilustrado com 9 desenhos a preto e branco sobre papel cartolina, originais de Raúl Coelho, colados pelo lado esquerdo sobre folha de papel mais encorpado. Exemplar com a pasta manuseada.
Composto e impresso na Tip. Judícibus. Contém nas páginas preliminares uma dedicatória impressa do autor (Raúl Coelho) ao seu pai.
1.ª e única edição, Muito raro, desta obra que une duas expressões artísticas: o desenho e a poesia. Não há registo de publicação de mais edições e nem reimpressões. Álbum com nove desenhos originais de Rául Coelho, com mais ou menos 17x13,5 cm, a preto e branco, valorizados com poesias de Matilde Rosa Araújo. Contém os seguintes desenhos: 1. O Menino e a Imagem; 2. O Menino e a Pomba: 3. O Menino e o Papagaio; 4. O menino dos Castelos na Areia; 5. Cansaço; 6. Estação de São Bento; 7. As Linguareiras; 8. Mãe; 9. O Maestro.
Matilde Rosa Lopes de Araújo (Lisboa, 1921 - Lisboa, 2010) foi uma escritora portuguesa, especializada em literatura infantil. Licenciou-se em 1945 em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi professora durante quarenta e dois anos, em diferentes graus e em distintas escolas, e formadora de professores na Escola do Magistério Primário de Lisboa. Dedicou-se à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com atividade nesta área, como a UNICEF em Portugal. Autora de mais de 40 livros (contos e de poesia para adultos) e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças. Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian, e o prémio para o melhor livro infantil, pela mesma fundação, em 1996, pelo seu trabalho Fadas Verdes (livro de poesias de 1994).
Foi reconhecida com os prémios: Grande Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian (1980) e outros prémios relacionados com obras para a infância; Obra O Palhaço Verde foi premiada como melhor livro estrangeiro pela Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo (Brasil); Em 2003 foi agraciada com o título de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e em 2004 recebeu o Prémio Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores; Foi nomeada para o Prémio Andersen (considerado o “Nobel” da literatura infantil) pela secção portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People).