PARÍS, Em Casa de J. P. Aillaud, Quai Voltaire, N.º 11. M DCCC XXVI [1826].
De 17,5x10,5 cm. Com [viii], 251 págs. Encadernação com a lombada em pele e ferros a ouro.
Exemplar com danos no pé e à cabeça da lombada, assinatura de posse coeva na folha de guarda, rasgos no canto superior das folhas de anterrosto e de rosto sem perda de texto, leves picos de acidez nas folhas.
Primeira edição.
Dona Branca, um poema lírico-narrativo de Almeida Garrett, escrito durante o seu primeiro exílio em 1826, relata a lenda da infeliz paixão entre a infanta D. Branca e o rei mouro Aben-Afan, ambientada na conquista do Algarve. Garrett busca exaltar o «maravilhoso» popular nacional, rejeitando a mitologia greco-latina em prol da história nacional. A peça aborda temas como amor, traição e justiça, e é considerada um marco do romantismo na literatura portuguesa do século XIX.