Colecção Civilização Portuguesa 2. Terceira Edição. Editorial Inova. Porto. 1969.
De 19x14 cm. Com 319, [x] págs. Brochado.
Exemplar com sinais de manuseio nas capas, carimbos oleográficos de posse do Cap. Jorge Faro Valadas na primeira página e na folha de anterrosto, corte central das folhas finais manchado, sublinhados e anotações a tinta no texto.
«Alguns autores parecem dar como cousa óbvia a justiça, imparcialidade e isenção dos juízes inquisitoriais, e como fundamentadas, salvo prova em contrário, as acusações que constam das sentenças. […] É esta uma presunção temerária, porque o processo inquisitorial, como veremos, era secreto, sem apelo, e deixava nas mãos dos inquisidores o poder praticamente absoluto e arbitrário de condenar ou absolver. E por outro lado o Tribunal do Santo Ofício, que vivia sobre os bens confiscados dos réus e a quem convinha demonstrar que o Judaísmo se multiplicava, era parte interessada nos processos.
Inquisição e Cristãos-Novos é, 50 anos após quatro edições fulgurantes, a melhor introdução a um universo kafkiano que o presente imita sob outras formas». (Wook)