Gráfica de Coimbra. 1938.
De 19x13 cm. Com 226, [xviii] págs. Encadernação em pele, com ferros a ouro. Preserva as capas de brochura.
Ilustrado em extratexto com mapas e fotografias a preto e branco, impressas em papel couché. Apresenta reproduções das igrejas colegiadas de S. João de Almedina, de S. Cristovão, S. Salvador, S. Tiago, S. Pedro, de Santas Justa e Rufina e S. Bartolomeu.
Exemplar com etiqueta do encadernador Frederico de Almeida no verso da folha de guarda anterior, etiqueta da Livraria Gonçalves na folha de rosto, com alguns sublinhados e lombada com danos.
A abordagem que António Nogueira Gonçalves fez ao românico gerado na região centro do País é não só extremamente complexa, como também acabou por assumir um papel fundador no seio da historiografia do românico português.
Nogueira Gonçalves identificou quatro fases de desenvolvimento na arte românica no centro do País: proto-românico, românico condal, românico afonsino e românico sanchino. Argumentando uma maior facilidade e clareza de redacção, o autor também opta por uma classificação alfabética: românico A, românico B e românico C.
O românico Afonsino, ou românico B, é para este autor o grande período do românico coimbrão, que atesta a sua superioridade, não só pelo seu carácter eminentemente internacional, pela sua unidade estilística, mas também por estar ligado ao reinado de D. Afonso Henriques e, assim, à formação da nacionalidade.
Ref.: A Historiografia da Arquitectura Da Época Românica Em Portugal (1870-2010), por Maria Leonor Botelho.