Por M. M. da S. Bruschy. Lisboa. Typohraphia Rua do Bem Formoso, 153. 1867.
De 15,3x11,4 cm. Com 236, [ii] págs. Encadernação da época com a lombada em pele, com ferros a ouro.
Exemplar com muitas correcções em tinta coeva, que tentam melhorar o estilo e com 32 folhas em branco encadernadas no fim da obra para apontamentos.
Obra em que o autor analisa as necessidades de defesa de Portugal e as ameaças a que o país podia estar sujeito e sugere formas de organizar a defesa, preparar as fortificações e estruturar o exército com propostas muito pormenorizadas relativas ao número de efectivos, custos, abastecimentos e equipamento.
O autor baseou-se na sua experiência de combatente na Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas em Portugal e na Guerra Carlista, em Espanha, recorrendo a exemplos das guerras em que Portugal participou.
Manuel Maria da Silva Bruschy (Rio de Janeiro, 1814 - Lisboa, 1873) Bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, Cavaleiro da Ordem de Cristo, exerceu advocacia em Lisboa. Foi partidário de D. Miguel. Em 1834 abandonou Portugal e estudou no Rio de Janeiro e em Paris, tendo depois combatido na Guerra Carlista, entre 1837 e 1840. De regresso a Portugal colaborou no jornal legitimista, A Nação, e escreveu diversas obras de direito, de história, um drama histórico sobre D. João I e publicou o Almanaque Português para 1852, 1853 e 1854.
Inocêncio VI, 55-56 e XVI, 266-267.