29 cartolinas ilustradas. De 13x22 cm.
Circa 1900-1940.
Ilustradas com cromo-litografias sobre cartões numa só face, destinadas a serem visualizadas em salas de aula do ensino primário ou secundário.
Contêm imagens de animais, os seus nomes vernáculos ou comuns, e os seus nomes ou classificações gerais em ciências naturais.
Entre as décadas de 1900 e 1940, os cartões didáticos (flash card) consolidaram-se como uma das ferramentas educativas mais populares e acessíveis em salas de aula e lares pelo mundo. Esse período marcou a formalização do método, tanto que em 1923 o termo flash card entrou oficialmente para o Oxford English Dictionary. Com a expansão da escolaridade obrigatória e o surgimento de turmas maiores nas primeiras décadas do século XX, os professores adotaram massivamente esses cartões em cartolina espessa e de alta densidade para testar a memorização rápida de turmas inteiras. Simultaneamente, a ciência pedagógica passava a validar a eficácia da repetição espaçada e da memória ativa, fundamentando o uso da ferramenta. Visualmente, os cartões variavam entre impressões tipográficas simples em preto e branco para conjuntos matemáticos e litografias coloridas com estéticas vitorianas ou art déco para os blocos ilustrados. As principais categorias da época focavam-se na aritmética rápida, na alfabetização infantil através do emparelhamento de letras e fonemas com desenhos clássicos, e na geografia, servindo como pequenos mapas de bolso portáteis que complementavam os grandes mapas de parede escolares e nas ciências naturais com imagens dos animais e respectivos nomes.