Au-dela du Cap Bojador, et sur les progrès de la science géographique, après les navigations des Portugais, au XVᵉ Siècle; Par Le Vicomte de Santarem, De l’ Académie royale des sciences de Lisbonne, correspondente de l’ Institut de France, et des Sociétés géographiques de Londres et de Paris, etc. Accompagnées d’un Atlas composé de Mappemondes et de cartes pour la plupart inédites, dressées depuis le XIe jusqu’au XVIIe siècle. A la Librairie Orientale de Ve Dondey-Dupré. Paris. 1842.
De 22x14,5 cm. Com [iv], cxiv, [ii], 335, [i] págs. Encadernação de meados do século XX, inteira de pele com ferros a ouro na lombada, numa réplica ao gosto da época oitocentista.
Exemplar com ex-libris de Francisco de Paula Leite Pinto no verso da pasta anterior. Apresenta ainda um pico de traça na lombada e na folha de guarda anterior.
Tradução elaborada pelo Visconde de Santarém da obra publicada em 1841 por ordem do governo Português, destinada a contrariar as falsas alegações que os portugueses não teriam sido os primeiros a dobrar o cabo Bojador.
Segundo Inocêncio, foi feita uma tiragem de 1000 exemplares, mas o atlas mencionado na folha de rosto foi publicado numa tiragem de apenas 300 exemplares, sendo por isso muito raros os conjuntos completos. Assim sendo, não consta deste exemplar o referido Atlas.
Esta obra inclui no entanto a lista de todos os mapas que constam do Atlas e um minuciosa análise de cada um deles.
O 2º Visconde de Santarém (Lisboa, 1791 - Paris,17-01-1756) foi um dos maiores eruditos e historiadores de Portugal, tendo tido também importante participação em questões políticas como partidário de D. Miguel. Tem um lugar marcante como estudioso dos descobrimentos e da cartografia portuguesa.
Inocêncio V, 436.