Por ... Commissario regio na exposição de Londres de 1874. Socio effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Professor de chimica da Escola Polytechnica e do Instituto Industrial de Lisboa. Presidente do conselho administrativo da Associação Promotora da Industria Fabril. Socio honorario da Sociedade das Sciencias Medicas de Lisboa e da Sociedade Pharmaceutica Lusitana. Membro da Sociedade chimica de Paris, de Berlin e do Instituto Agrícola de Valencia etc. etc. etc. Typographia da Academia Real das Sciencias. Lisboa. 1876.
De 22,5x14,5 cm. com 438, [ii] págs. Encadernação da época com lombada em pele, com ferros a ouro.
As primeiras páginas (1 a 5) apresentam numeração romana. Exemplar com assinatura de oferta na folha de rosto.
Obra, que reproduz as conferências realizadas pelo o autor, depois de voltar da Exposição de Vinhos Portugueses em Londres e que desencadeou polémica e foi alvo de perseguições do Governo da época, assim o ministro responsável recusou subsidiar a sua publicação, depois levantou dificuldades a que a obra, mesmo à custa do autor, fosse publicada na Imprensa Nacional, tendo o autor decidido imprimir o livro na Academia das Ciências de Lisboa. Pelo mesmo motivo do conflito com o governo o autor, a partir da 5ª conferência passou a realizar estes eventos no Teatro da Trindade, que ao contrário do Teatro D. Maria II, não dependia do Governo.
Primeiro volume de uma obra em 2 volumes, o segundo volume, em falta, é sobre vinhos estrangeiros.
Este primeiro volume contém 10 conferências, sobre vinhos nacionais. As duas primeiras sobre vinhos do Algarve, a terceira sobre vinhos do Alentejo, da quarta à sexta trata dos vinhos da Extremadura, a sétima é sobre os vinhos da Beira Alta, a oitava sobre os vinhos da Beira Baixa e do Minho, a nona contém a continuação dos vinhos do Minho e os vinhos de Trás-os-Montes e a décima sobre os Vinhos do Douro. Nelas entre outras questões polémicas o autor denuncia a degradação dos vinhos portugueses, como por exemplo o Carcavelos,
António Augusto de Aguiar (Lisboa 1838 - 1887) cientista formado em química, é autor de vasta bibliografia sobre química e enologia e é considerado um dos responsáveis pelo melhoramento dos vinhos portugueses. Foi iniciado na maçonaria em 1862 onde desempenhou elevados cargos. Foi deputado e ministro das Obras Públicas Comércio e Indústria entre 1883 e 1885.
Inocêncio XX, 170-172. XXII, 181-184.