Jornal de … Livraria Bertrand. Lisboa. S/d. [1956]. 1ª edição.
De 20,5x13,5 cm. Com 270 págs. Brochado.
Ilustrado em extratexto com fotos de Rudolfo Brum sobre tomadas de vista do autor.
Exemplar por abrir.
Obra de prosa descritiva, narrativa e poética de observação e evocação da panorâmica das ilhas dos Açores e das suas gentes sob o ponto de vista do autor, fruto de duas viagens de realizou à sua terra natal (1946 e 1955).
Do prefácio: «[…] Assim, a unidade interna do livro ajudará à externa, garantida em parte pelo carácter formal de itinerário e de memórias. Escrito e publicado periodicamente, convém-lhe a designação de Jornal, que leva em antetítulo. […] As datas mencionadas são geralmente as que correspondem à publicação dos respectivos trechos, principalmente no Diário Popular, de Lisboa, e ao microfone da Emissora Nacional de Radiodifusão, pois o Jornal que o autor mantém há muitos anos também é jornal falado.»
Vitorino Nemésio foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a atividade de docência. O seu nome consta da lista de colaboradores da Revista dos Centenários publicada por ocasião da Exposição do Mundo Português e na revista Conímbriga de 1923. Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da revista Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.