1.ª Edição. Portugália. Lisboa. 1951.
De 19,5x13 cm. Com 332, [ii] págs. Brochado. Exemplar com danos e manchas de humidade na lombada e nas capas.
Relato circunstanciado da viagem da autora aos EUA, em 1950, discorrendo, sempre vivaz, sobre racismo, existencialismo, filosofia e literatura, sobre as diferenças entre os dois continentes e sobre os americanos como “seres por revelar”
No prefácio da obra, Natália declara: « […] Foi na América que tive a grande revelação. Levara comigo as minhas raízes europeias. Mas uma visão de contrastes e de agressivos antagonismos trouxe-me à consciência os ramos gerados na profundidade das minhas raízes. Descobri então com deslumbramento a minha posição no mundo: era EUROPEIA. E os laços temperamentais que me prendiam à família europeia, deixaram de ser líricas aspirações para se fundirem-no aço dum deliberado amor. […]» (CORREIA, 2001, p.10).
Natália de Oliveira Correia (1923-1993) nasceu na ilha de São Miguel, Açores, vindo para Lisboa em criança. A sua carreira literária caracterizou-se pelo culto de uma grande diversidade de géneros: da poesia ao teatro, do ensaio ao romance, do livro de viagens à recolha e organização de antologias poéticas. A maior parte sua obra foi escrita durante o Estado Novo.
Apesar de muitos dos seus livros terem sido apreendidos pela censura, e apesar de ter sido julgada em Tribunal, resistiu ao fascismo, praticando a liberdade na alteridade do texto literário e na defesa pública da democracia.