NA SUA INVASÃO EM PORTUGAL. ESCRIPTOS PELO FALLECIDO DR. ... Antigo lente de medicina da Universidade de Coimbra. Coordenados por seu filho O Dr. Adolpho Manoel Victorio da Costa. Director do Collegio Victorio, Ex-Director e Benemerito do Gabinete Portuguez de Leitura, Socio Honorario do de Pernambuco, da Sociedade Portugueza de Beneficencia, e Antigo Examinador de Sciencias Propedeuticas da Escola de Medicina do Rio de Janeiro, Etc. Com um Proemio em que se trata Amplamente o Genero Desta Palavra. Typographia Commercial de Soares e C. Rio de Janeiro. 1855.
De 20,5x13,5 cm. Com xxviii, 127, [iii] págs. Encadernação da época em veludo azul-escuro com ferros a ouro na lombada e nas pastas, formando uma belíssima cercadura. Cortes dourados por folhas. Folhas de guarda em seda.
Adolfo Emídio da Costa defende no proemio, que a palavra «cholera-morbus» é do género feminino, apresenta dados biográficos do seu pai e presta-lhe homenagem.
Obra muito rara e importante para a história da medicina em Portugal e no Brasil e para a História da Vila de Soure.
Aquando da sua publicação, a cólera tinha chegado pela primeira vez ao Brasil, em 1855, e grassava uma violenta epidemia de cólera em Portugal, que durou de 1853 a 1856. A cólera foi introduzida em Portugal pelos navios da esquadra Liberal, que desembarcaram no Porto, causando a primeira epidemia, em 1832 e a morte de 13 000 mil pessoas no norte de Portugal.
Emigdio Manoel da Victorio da Costa (Coimbra 1779 - Soure 1848), formado em medicina pela Universidade de Coimbra, não se chegou a doutorar por discordar das normas de acesso vigentes em 1803. Retirou-se para Soure onde exerceu a profissão de médico. Deixou várias obras manuscritas, tendo o seu filho publicada uma dessas obra quando vivia no Brasil.
Adolfo Manuel Victorio da Costa (Soure, 1808 - ????) formou-se em filosofia, mas não se doutorou, (chegou a publicar a tese: Theses ex Universa Philosophia Naturali depromptoe, Coimbra. Tipografia da Universidade. 1831), pois emigrou em 1834, por ter seguido o Partido de D. Miguel. Em Paris terminou o doutoramento em medicina e depois instalou-se no Rio de Janeiro, onde fundou o Colégio Victorio, em 1840.
Inocêncio II, 228 e IX, 172. Emigdio Manoel Victorio da Fonseca. I, 5 e VIII, 7 Adolfo Manuel Victorio da Costa.