PRINCEZA DE BRABANTE, COMPOSTO POR BALTHAZAR LUIZ DA FONSECA. ULYSBONENSE. LISBOA: Na Officina de FRANCISCO BORGES DE SOUSA. Anno de 1758. Com todas as licenças necessarias, e Privilegio Real.
In 12º de 19,6x14 cm. Com 24 págs.
Ilustrado com xilogravura na folha de rosto, que representa do lado esquerdo a Santa com uma cruz na mão, tendo uma árvore ao centro, outras árvores em fundo e animais e uma figura humana em primeiro plano. Exemplar com numeração manuscrita (361) em letra coeva na folha de rosto. Brochado.
Folheto de cordel com raríssima edição que não é referida por Inocêncio. A Porbase também não regista exemplares desta edição, mas possui exemplares de edições de 1745, 1767, 1789 e várias do século XIX.
Peça de teatro em 3 Jornadas, escrita em diversos tipos de verso, com forte influência do teatro espanhol, sobre Santa Genoveva, (Nanterre 423 d.C - Paris 512 d.C) Padroeira de Paris, cuja festa se celebra em 3 de Janeiro.
Maria da Graça Pericão afirma: «no Auto de Santa Genoveva [...] princesa de Brabante, destinada a uma vida de grande estado, renuncia a tudo para se dedicar de alma e corpo a uma existência consagrada a Deus. Este tipo de situações, pelos contrastes que apresentava e pela alta estirpe das personagens de que dimanava, prestava-se à exaltação da imaginação popular, ao mesmo tempo que incitava à imitação das nobres virtudes da humildade e do desapego dos bens do mundo.»
Ver: Maria da Graça Pericão. Literatura de cordel de temática religiosa. Didaskalia, XXV, 1995. Páginas 337 e 338 refere esta edição segundo um exemplar da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e muitas outras até ao século XIX.
Inocêncio I, 326 e VIII, 359 refere edições de Lisboa de 1735, 1747 e 1789.