Ministério da Educação. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. Lisboa. 1984.
De 24x17 cm. Com 307, [i] págs. Brochado. Ilustrado em extratexto sobre papel couché com fotografias a preto e branco. Exemplar com assinatura de posse na folha de rosto
Recolha de textos e tradições realizada em Timor durante a década de sessenta do século XX na ilha de Ataúro, situada 17 milhas náuticas a norte de Dili.
O autor descreve os costumes relativos ao nascimento, os ritos de iniciação à idade adulta, o casamento, a organização da família, os ritos fúnebres e transcreve muitas lendas e mitos que caracterizam a mundividência dos habitantes da ilha, apresentando no fim uma tentativa de sistematização da religião dos ataúros.
Obra imprescindível para o conhecimento de um dos aspectos do complexo conjunto de etnias, culturas e línguas existentes em Timor.
O Padre Jorge Barros Duarte (Same, Manufahi, Timor, 1912 – Lisboa, 1995), filho de um militar português e de uma timorense, estudou no Seminário de S. José de Macau e foi ordenado presbítero em 28 de Julho de 1936. Desenvolveu uma grande actividade missionária em Timor, nas Missões de Sobaida, Barique e Manatuto, tendo depois exercido o ministério de Chanceler da Cúria Diocesana e Administrador da Diocese na ausência do Bispo Jaime Garcia Goulart. Entre 1965 e 1969 foi deputado por Timor à Assembleia Nacional. É autor de muitos estudos sobre o Timor, obras de análise dos terríveis acontecimentos de 1975 e da invasão Indonésia e de obras poéticas.
Vicente Paulino, “Jorge Barros Duarte”, in Ricardo Roque (org.), History and Anthropology of “Portuguese Timor”, 1850-1975. An Online Dictionary of Biographies,