Livraria Ferreira & Oliveira. Lisboa. 1905.
De 18,5x12 cm. com 54 págs. Brochado.
Exemplar com picos de acidez nas capas de brochura e na folha de anterrosto..
Keil refere, entre outros, o Museu Nacional das Janelas Verdes, o Museu de Artilharia, o Conservatório Nacional, a Academia Real das Ciências, o Museu do Município de Lisboa e o Museu dos Coches. Lamenta ao longo da obra o desprezo e descaso pela arte e pela conservação do património que se notava em Portugal naquela época: «a indiferença com que em Portugal se olha para tudo o que às artes diz respeito.»
Alfredo Keil (Lisboa, 1850 – Hamburgo, 1907), compositor, pintor, poeta, arqueólogo e coleccionador de arte, estudou na Alemanha e destacou-se especialmente como compositor, sendo autor das óperas "D. Branca" 1888, "Irene" 1893, "A Serrana" 1899, primeira ópera composta sobre libreto em português, de canções para soprano e piano, em Tojos e Rormaninhos 1908 e do hino «A Portuguesa» de 1891, com letra de Henrique Lopes de Mendonça, que viria a ser adoptada como Hino Nacional a partir de 1910. Foi autor de cerca de trezentos quadros e tinha uma grande sensibilidade para as artes em geral.
Inocêncio XX, 332.