LISBOA. Na Nova Impressão de M. J. Barros. Impressa à sua custa. ANNO 1806. Com licença da Real Meza do Desembargo do Paço.
In 8º de 15,6x10 cm. com 112 págs.
Encadernação da época, inteira de pele, cansada e com ligeira perda de pele no canto inferior direito da pasta anterior.
Exemplar com defeitos nos cantos inferiores das primeiras e últimas folhas e assinatura de posse rasurada na folha de rosto.
Muito valorizado por ter nomes de actores, manuscritos em letra coeva, à frente das personagens, na página 3 e uma lista de outro elenco mais recente a lápis na folha de guarda posterior.
Raríssima 1ª edição, Inocêncio nunca viu nenhum exemplar e não está registadas nos principais catálogos de livreiros e leilões. Tragédia em verso sobre a célebre história de Inês de Castro, que foi muito popular durante o Século XIX e grande parte do Século XX, obtendo muitas edições e sendo muito admirada por Garret. Foi escrita em 1798 e obteve um prémio da Academia das Ciências em 1799.
Obra inovadora que se enquadra já na transição para a literatura romântica, com ambiente terrífico e um estilo mais violento que as anteriores peças de teatro, usando com frequência de imagens assustadoras e sangrentas e apresentando a morte de Inês em cena.
Traduzida para francês, por Ferdinand Denis, em 1823 e para alemão por Alexandre Wittich, em 1844.
Actualmente tem sido estudada também sob a perspectiva dos estudos feministas.
João Baptista Gomes, júnior (Porto ? - 1803)
A Porbase regista apenas um exemplar na BNP.
Inocêncio. III, 305-306 e X,174.