«o pintor português que pintou o altar de S. Vicente na Sé de Lisboa» (Da Pintvra Antiga, Francisco da Hollanda). Livraria Sá da Costa. Lisboa. 1950.
De 27x21 cm. com 15, [i] págs. Brochado. Ilustrado em extratexto e no texto.
Almada Negreiros coloca-se à margem da «questão dos painéis» considerando que o melhor documento eram os próprios painéis. Assim neste estudo aplica ao políptico o número perfeito dos gregos o «téleon» que segundo os seus cálculos provava que faltavam as referidas duas tábuas e meia.
Ver: FREITAS, Paula e Maria de Jesus Gonçalves. Painéis de S. Vicente de Fora. Uma Questão Inútil? INCM. 1987. páginas 69 e 159.
«A questão dos painéis», como é conhecida a vasta polémica que se desenrola desde a descoberta em S. Vicente de Fora em 1882, de um excepcional obra de pintura portuguesa do século XV, apaixona os especialistas e a opinião pública até aos nossos dias, levando a cenas de pugilato, falsificação de documentos e suícidos. Apesar do aprofundamento do conhecimento dos aspectos materiais e artísticos da obra a impossibilidade de determinar a sua origem e a intenção com que foi realizada, por falta de provas documentais, renova periódicamente as polémicas, não existindo acordo sobre nenhuma das múltiplas questões a considerar.