Lisboa : Typ. de Jose da Costa Nascimento Cruz, 1862-1863.
1 volume com jornais (de 30x20 cm e 41x29 cm). Com 48, 4, 4, e 4 pags.
Encadernação da época, cansada, com lombada e cantos em pele, apresentando as guardas da encadernação contendo o palimpsesto do próprio jornal.
Numeração referida pela BNP: desde Ano 1, nº 1 (1 Agosto de 1862) até ao Ano 2, nº 3 (11 de Março de 1863).
Volume contendo 11 números, nomeadamente: Ano 1, s/n [nº 1] Agosto 1 de 1862), s/n Agosto 15 de 1862; s/n Setembro 15 de 1862; s/n Setembro 30 de 1862; s/n Outubro 15 de 1862; s/n Novembro 20 de 1862; s/n Dezembro 15 de 1862; s/n Dezembro 31 de 1862; Nº 1 2º Ano Janeiro 30 de 1863; Nº 2 2º Ano Fevereiro 15 de 1863; e Nº 3 2º Ano Março 11 de 1863.
Obra sem os nome dos directores ou redactores principais, e com alguns artigos com nomes e pseudónimos, entre os quais: F. F. del Negro; G. A. G Silva; A. Varela: António José de Sousa Netto; F. E. Rocha; Nuno; Cogia; José do Capote; Roberto o Diabo; etc.
A publicação deste jornal coincide com a Guerra Civil Americana e com a assinatura dos tratados de Portugal com a China, reflectindo em alguns dos seus artigos a denúncia do tráfico de escravos chineses para o continente americano, sobretudo sobre o título “Crónica Escandalosa de Pekin'. Note-se que em 1861 (Julho, 29) Portugal declara-se neutral nos assuntos internos dos Estados Unidos da América, em plena Guerra Civil. Pela mesma data ocorre a assinatura do Tratado de Amizade entre Portugal e a China. Em 1862 (Agosto, 13) é assinado o Tratado de Tien-Tsin, entre Portugal e a China, reconhecendo Macau como território inteiramente português. A China nunca ratificará este tratado. No entanto os nomes e os pseudónimos criptados podem levar-nos a considerar que o nome Pekin pode designar Lisboa ou Macau.