Academia Portuguesa da História. Lisboa. 1995.
5 volumes de 25x19 cm. Com 592, [i]; 518, [i]; 506, [i]; 528, [i]; 486, [i] págs. Encadernações do editor, acondicionados em caixa do editor.
Ilustrados no texto com esquemas, desenhos e tabelas, presentes nos fac-similes; em extratexto, sobre papel mais encorpado, com um retrato do autor em cada volume.
Excelente edição fac-similada das obras completas do grande investigador Joaquim Bensaúde, da qual apenas 100 exemplares são encadernados. Os fac-similes foram feitos a partir de exemplares que contêm apontamentos manuscritos do autor. Estes fazem referência a variados assuntos, como por exemplo, a reclamação das Ilhas Canárias efectuada por Afonso IV junto do Papa.
O livro apresenta: um estudo da vida e da obra de Joaquim Bensaúde, de Veríssimo Serrão; as orações proferidas por José Caeiro da Mata, Virgínia Rau e Gastão de Melo de Matos, na sessão de homenagem realizada em 9 de Março de 1956; as obras publicadas entre 1912 e 1946 (algumas em Francês), incluidas na campanha desenvolvida por Bensaúde em defesa da prioridade e da superioridade científica dos descobrimentos portugueses; 4 trabalhos inéditos; um conjunto de recensões e críticas de cientistas e historiadores de diversos países.
Os dois últimos volumes incluem a reprodução de 7 obras relativas à ciência náutica dos portugueses, tais como: «Regimento do Estrolábio e do Quadrante, 1509?», «Almanach Perpetuum de 1473, de Abraão Zacuto», ou «Tratado da Esphera y del arte de marear, de Francisco Faleiro, de 1535».
Joaquim Bensaúde (Ponta Delgada, 1859-1952), engenheiro de formação, dedicou a sua longa vida à defesa de uma visão científica da história dos descobrimentos portugueses, contra teorias sem fundamento que estavam a ser apresentadas por historiadores de países recentemente chegados à competição pela posse dos territórios de África e da Ásia.
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