De 23x16 cm. Com 181, [xxvii] págs.
Encadernação artística de época, inteira de pele marroquim azul, com magníficos ferros gravados a seco e a ouro na lombada e em ambas as pastas.
Ilustrado com quadros de dados. Exemplar com nota a tinta ferro-gálica com uma importantíssima adenda informativa, não impressa na obra, relativa à artilharia de três navios ingleses e outro armamento de 35 toneladas previsto para serem armados outros três navios, e com assinatura de Elorza, na pág. 181.
Francisco Elorza y Aguirre nasceu em Oñati (Guipúzcoa) em 1798 e ingressou na Escola de Artilharia em 1811. Serviu em vários regimentos da arma e no triénio constitucional lutou contra o absolutismo até ao retorno ao poder de Fernando VII. Estudou ciências naturais, metalurgia e mineração na Universidade de Liege e visitou estabelecimentos metalúrgicos e de mineração em diferentes países europeus. Criou e dirigiu a fábrica de Trubia até alcançar o posto de Brigadeiro. Mais tarde, foi designado para a Junta Superior Facultativa e foi promovido a Marechal de Campo. Introduziu inúmeros avanços técnicos na artilharia do seu tempo, como resultado das suas inúmeras comissões científicas e militares. Publicou um interessante relatório com os resultados de seus estudos sobre sistemas de partes de culatra e tubos estriados.
Augusto Plasencia y Farina nasceu em S. Fernando em 1837 ingressou no Colegio de Artilleria de Segóvia com 14 anos. Nomeado conde de Santa Bárbara pelos seus relevantes serviços, foi autor de numerosos projectos, alguns tão acertados como o canhão de montanha de 80mm que, com o seu nome, se manteria em serviço na primeira década do século XX.