para aquelles, que sabendo a língua Francéza, querem aprender a Portuguéza. PRIMEIRA PARTE [e única publicada]. Essai de la grammaire Portugaize & Françoize, envers ceux, qui sachants la Françoize, veulent apprendre la Portugaise. LISBOA, Na Officina de ANTONIO PEDROZO GALRAM. M. DCC. V: [1705].
In 4º (de 20x14 cm) com [viii], 176 pags.
Encadernação de final do século xix com lombada em tela e pastas em papel decorativo.
Raríssima impressão barroca ilustrada com maiúsculas decorativas, tarjas decorativas no início do texto, e profusamente ornado com 15 vinhetas xilografadas, intercaladas no texto, com motivos historiados de grande originalidade gráfica (flores, animais domésticos e insectos, caçadas, milagres, heróis mitológicos tais como Ícaro, Aquiles, Neptuno, e outros, etc.) e ainda uma vinheta floral na folha de rosto e uma vinheta floral com o mote do autor em língua grega no final da dedicatória.
Exemplar com anotações marginais manuscritas e coevas.
O autor publicou posteriormente duas obras em francês sobre a história de Portugal, impressas em Amesterdão, em 1714 e 1724.
Inocêncio XIII, 248: “Josué Rousseau, cujas circunstâncias pessoais se ignoram. «Ensaio da arte grammatical portugueza e franceza, para aquelles que sabendo a lingua franceza, querem aprender a portugueza. Lisboa, por Antonio Pedroso, 1705. 4.o de 176 pag». - Aí declara o autor, que «composera esta arte por zombar da fortuna na miséria. Á imitação de Zenou, tendo perdido o que lhe restava na frota onde o Sr. de Walastain, embaixador do império, foi aprisionado pelos franceses, se fez gramático». Esta nota é de Inocêncio. Nunca vi exemplar deste Ensaio [diz Brito Aranha]”.