DRAMA EM CINCO ACTOS. Tradução portugueza. Imprensa Nacional. Lisboa. 1877.
In 8º (de 22x14 cm) com 149 pags.
Encadernação artística da época em percalina (assinada por Lisboa & Companhia), adornada com finos ferros decorativos gravados a ouro na lombada em pele, e a ouro e a seco nas pastas que apresentam um super-libris com a coroa real portuguesa. Cortes dourados por folhas.
Exemplar com a assinatura do tradutor (o Rei de Portugal D. Luís I) no anterrosto.
Inocêncio XIII, 329: “ D. Luiz I (1838-1889) trigésimo segundo rei de Portugal e dos Algarves, etc. Filho da rainha D. Maria II e de sua majestade el rei o D. Fernando II. Nasceu em 1838, em Lisboa, no real paço das Necessidades. Depois de receber educação aprimorada de sua augusta mãe, e as lições de professores abalizados, ocorrendo a morte da rainha, houve por bem seu esposo, el rei o sr. Fernando, regente, determinar que o herdeiro do trono, já aclamado rei D. Pedro V, fosse em companhia de seu irmão o então sr. infante D. Luiz, primeiro duque do Porto e duque de Saxónia Coburgo Gotha, completar a sua educação, fazendo uma viagem às principais cortes europeias. Efectivamente Sua Majestade além da especial instrução científica foi versado em a alta categoria em que está colocado, nos idiomas principais da Europa, falando correntemente sete ou oito, conhece e pratica as belas artes, desenhando e pintando, compondo musica e executando a em diversos instrumentos, e teve um profundo amor e trato frequente com as boas letras, estudando os clássicos e os sábios, e apresentando em público o fruto desses estudos. As letras portuguesas devem a el rei D. Luiz I uma serie mui apreciável de versões de Shakespeare. Foi sem dúvida, um dos monarcas mais cultos da Europa, e na convivência particular, a sua bondade e a sua filantropia foram proverbiais.
1105) Hamlet (de William Shakespeare). Drama em cinco actos. Traducção portugueza. Lisboa, na imp. Nacional, 1877. 8.º gr. de 149 pag. - Edição mui nítida, em papel superior, destinada para brindes, alguns dos quais el rei tem pessoalmente feito. Saiu sem o nome do tradutor. - Segunda edição. Ibi, na mesma imp., 1880. 8.º gr. de 149 pag. - Nesta edição apareceu a seguinte nota: Propriedade cedida por sua magestade el rei á associação das créches. Efectivamente, sua majestade, permitindo que o dito instituto fizesse a nova impressão, foi para que o produto da venda revertesse em proveito do cofre que protege a infância indigente”.