Representa 7 figuras (de actores teatrais) do teatro de revista portuguesa.
No plateau, da direita para a esquerda: o estudante (Carlos Leal), a varina (Maria Brasão), a minhota (Maria Luísa), o futebolista (Ricardo Santos Carvalho); o poeta (Carlos Baptista), e a saloia (Hortense Luz); e o campino (Costinha); segundo identificação efectuada in A Revista à Portuguesa, de Vítor Pavão dos Santos, 1978 (pags. 51, 57, 114, 126, 131 e 193).
Desenho a tinta-da-china. Circa 1930-40. De 36x65 cm.
Emoldurado com caixilho de madeira, modesto.
Américo da Silva Amarelhe (Porto, 1892 - Lisboa, 1946), realizou a primeira exposição individual aos 14 anos no Saão da Fotografia União no Porto. Depois de exposições nos foyers dos teatros de Lisboa torna-se o caracaturista oficial do meio artístico conhecido por Amarelhe, mais tarde cenógrafo do meio teatral de Lisboa com sucedidas produções das primeiras décadas do século XX. Amarelhe como cronista gráfico dedicou-se durante a sua curta carreira a retratar e a caricaturar gente do meio teatral: actores, músicos, empresários, técnicos a dramaturgos; e colaborou em diversas publicações periódicas (O Século Cómico, e outras). A sua obra pode ser encontrada dispersa por milhares de folhetos de teatro, periódicos como o 'Século Cómico'; 'O Palco'; 'O Século'; 'Sempre Fixe'; 'A Risota'; publicidades; cartazes; capas de partituras; livros de curso; etc. Apenas duas exposições retrospectivas conhecidas: no ano da sua morte e em 1998 no Porto.
Refere Fernando de Pamplona in Diccionário de Pintores e Escultores, 1987, Vol. I, pag. 90: 'Amarelhe (Américo) Caricaturista portuense de feição vincadamente popular, falecido em 1947. Procurava apenas divertir. Industrializou a sua arte ao serviço de empresários teatrais. Era capaz de muito melhor, como o provam algumas caricaturas notáveis de Camilo, Afonso Lopes Vieira, Correia de Oliveira, etc, que figuravam na sua exposição póstuma em 1947'.