Arcediago de Fonte Arcada na Santa See de Braga alcançou para bem de sua justiça., & de seus sobrinhos. S/I. S/L. Lisboa, 1 de Abril de 1632.
In fólio de 30,2x21,5 cm. Com 2 fólios sem numeração impressos de 1 frente a dois frente e com o fólio dois verso em branco. Encadernação recente em pergaminho rígido ao estilo da época.
Ilustrado com o brasão de armas gravado ao centro da frente do primeiro fólio, que inclui as armas do reino, dos Britos e dos Pereiras.
Carta de Brasão de armas, concedida a Francisco de Brito Pereira, Arcediago de Fonte Arcada, perto de Penafiel e que na altura pertencia ao Arcebispado de Braga, irmão de Estevão Ribeiro de Brito, já falecido nesta data e que foi Cavaleiro da Ordem de Cristo e Comendador de S. Gens de Parada. Os seus sobrinhos e herdeiros eram: Pedro Mascarenhas da Gama, Francisco de Brito Mascarenhas, Estevão da Gama, D. Antónia Mascarenhas e o Padre Frei Bartolomeu de Azevedo, da Ordem de Santo Agostinho.
O requerimento foi apresentado na mesa do Desembargo do Paço, em Lisboa. A carta foi assinada por Martim Afonso, Rei darmas Portugal e por João Baptista Rei darmas Algarve em 19 de Março de 1632 e foi registada no livro de registo da nobreza dos fidalgos em 1 de Abril de 1632.
Muito raro. Não existe exemplar na BNP. As cartas de brasão impressas são espécimes bibliográficos muito raros e esta é muito importante para a história local de Penafiel, de Bragança, para a história da Diocese de Braga e para os estudos de genealogia e de heráldica.
Breve resenha do conteúdo:
DOM Phelippe Terceiro per graça de Deos, Rey de Portugal, & dos Algarues… Faço Saber aos que esta minha Carta de Brazão de Armas, & nobreza, digna de fee, vire[m], que por parte do Doutor Francisco de Britto Pereira…, lhe he necessário prouar pelas Chronicas dos Reys de Portugal, & por certidões autenticas tiradas dos liuros das nobrezas do Reyno, feito pelo Infante Dom Pedro, que esta na Torre do Tombo da Cidade de Lisboa, & do Cartorio da Cõmenda da vera Cruz, & do Cartorio da Camara da villa de Portel, por instrumento de seis testemunhas, qualificadas, tirado na ditta villa de Vianna. Como elle supplicante Francisco…, descende por linha legitima Masculina & Paterna do Infante D. Affonso Dinis filho delrey D. Affonso III. & dos mais Reys antecessores do Reyno de Portugal; & por linha feminina he descendente também da Infante Dona Tareja Affonso finha natural delRey D. Affonso Henriquez primeiro Rey deste Reyno, se mostra sem atè o prezente, não auerem em sua geração nenhu[m]a bastardia, nem sangue Iudeu, ou Mouro, nem gentio, nem outra roim ou baixa casta. O que se proua pella maneira seguinte. Coue[m] saber, descender elle supplicante de D. Ioão de Auoim de illustrissima geração, que foi mordomo mòr delRey D. Afonso III. Conde de Bolonia em França, o qual Dom Ioão de Auoim foy fundador, & Senhor da villa de Portel; & elle, & sua molher D. Marinha Affonso de Arganil, derão e dotarão à Religião de S. Ioão de Malta os padroados das Igrejas do Mosteiro de Marmelar, Sitas na villa de Portel, que hoje he Cõmenda da vera Cruz… Dado nesta Corte, e Cidade de Lisboa aos 19. De Março Anno… de 1632. E eu Martim Affonso Rey darmas de Portugal pedi a Ioão Baptista Rey darmas Algarue por Sua MAgestade que este Brazão assinassse, por escrivão da nobreza Francisco Luis ser fora da Cidade… Foy resistado es te Brazam d’Armas , no liuro dos resisto da nobreza dos fidalgos della… oje o primeiro de Abril de 1632. Martim Affonso Valdouino.