Escultor beneditino do século XVIII. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. 1972.
2 Volumes de 31x23 cm. Com 344; 345-771, [iii] págs. com numeração seguida do primeiro para o segundo volume. Encadernações do editor com sobrecapas de protecção.
Profusamente ilustrado no texto com fotogravuras dos panoramas gerais e particulares, dos exteriores e dos interiores de monumentos religiosos do norte de Portugal.
Obra muito bela e de grande rigor histórico, com o levantamento da vasta produção artística em talha dourada que um monge beneditino do século XVIII deixou nas igrejas do Minho e cuja autoria tinha ficado totalmente desconhecida, bem como a história de um movimento artístico que se desenvolveu em meados de setecentos à volta de um grande arquitecto de Braga, o qual representa uma das mais belas e características páginas da história da arte portuguesa.
Frei José de Santo António Ferreira Vilaça (Braga, 1731 - Tibães, 1809) Um dos maiores artistas da talha dourada. Monge de S. Bento, entrou para a ordem no Mosteiro de Tibães, em 1758, onde iniciou a sua carreira como discípulo de André Soares e onde trabalhou até 1764. Foi arquitecto, escultor e entalhador. Desenhou e executou inúmeros retábulos, púlpitos, sanefas, enquadramentos de portas e janelas, caixas de órgãos e cadeiras, assim como bancos, credências e cadeiras-de-braços da maior originalidade. Executou assim numerosas e magníficas obras de talha dourada nos Mosteiros de Tibães, Refojos de Basto, Pombeiro, Pendurada, Miranda, Paço de Sousa, Santo Tirso e Cucujães.