de assumpto Portuguez em cinco actos coroada pela Academia Real das Sciencias de Lisboa. Em 13 de Maio de 1788. Terceira edição. Lisboa: na Typografia da mesma Academia. 1835. De 20x12 cm. Com 87 pags. Brochado. Exemplar por abrir. Inocêncio VI, 329. “Não tenho presente a segunda edição, que é do anno de 1795, conservo porém um exemplar da terceira, feita na mesma Typ. 1835. Bouterweck, fundado nas informações que levára de Portugal, julgou dever attribuir á Viscondessa de Balsemão D. Catharina a composição da Osmia: a opinião mais vulgar, abraçada por Sismondi, e seguida por Balbi, deu lhe por auctora a Condessa do Vimieiro D. Theresa de Mello Breyner. Elle me affirmou conservar em seu poder com outras composições de sua tia, a Condessa do Vimieiro, o proprio autographo da Osmia, escripto por letra d'aquella senhora offerecendo-se para mostrar-m'o, a fim de convencer-me da verdade. Não pude vel-o, por embaraços sempre crescentes do tempo; mas o dito é mais que sufficiente para desfazer até sombras de duvida. Fique pois assentado de uma vez que D. Theresa de Mello Breyner foi auctora da Osmia; e reconhecida como unica genuina a opinião dos que assim o julgaram. Na do allegado Sismondi esta peça é escripta com grande pureza de gosto, e notavel delicadeza de affectos. Tanto a acção como o seu desenlace foram tractados segundo as regras dos tragicos Francezes do século de Luis XIV; porém no que diz respeito á vivacidade do dialogo, a auctora quiz tomar por modelo Voltaire de preferência a Corneille ou a Racine. A Osmia foi traduzida em castelhano, e sahiu Impressa em Madrid, 1798”.