SISTENS PLANTAS IN REGNO COCHINCHINA NASCENTES. QUIBUS ACCEDUNT ALIA OBSERVATAE SINENSI IMPERIO, AFRICA ORIENTALI, INDIAQUAE LOCIS VARIIS. OMNES DISPOSITAE SECUNDUM SYSTEMA LINNEANUM. LABORE, AC STUDIO JOANNIS DE LOUREIRO Regiae Scientarum Academiae Ulyssiponensis Socii: olim in Cochinchinâ Catholicae Fidei Praeconis: ibique rebus Mathematicis, ac Physicis in Aulâ Praefecti. Jussu Acad. R. Scient. in lucem edita. ULYSSIPONE. TYPIS, ET EXPENSIS ACADEMICIS. ANNO M.DCCXC. [1790].
2 volumes In 4.º de 25x18 cm. Com: vol. I (ii)-xx-353-(v) vol. II (iv)-357 a 744 (ii) pags. (depois da pag. 722 vem uma folha de erratas inumerada) Encadernações da época inteiras de pele mosqueada com nervos, ferros a ouro nas lombadas e nos rótulos. No prefácio é citada a localização da região estudada entre o Vietnam e o Camboja: 'Regnum Conchinchinae, quod ante duo saecula Tunkini pars fuerat, incipit circa decimum octavum gradum latitudinis Borealis: indeque, occupatis regno Champava, et parte Orientali Cambodiae, late ad austrum extenditur per gradus plusquam novem usque in sinum Siamensem'.
Inocêncio III, 399 e X, 295: “A memória deste conspícuo e respeitável missionário recebeu a devida comemoração no Elogio histórico que escreveu o Dr. Bernardino António Gomes, onde se contam espécies da maior importância e interesse para honra do elogiado e da nação a que pertence. Padre JOÃO DE LOUREIRO, Jesuíta egresso, e natural de Lisboa, nasceu conforme a opinião mais seguida em 1710. Tendo cursado os estudos no colégio de Santo Antão, vestiu a roupeta da Companhia em 1732, e três anos depois partiu para a Ásia, na qualidade de missionário. Viveu trinta e seis anos na Cochinchina, e em 1779 chegou a Cantão, de onde ao fim de três anos saiu para Portugal, trazendo composta a sua Flora Cochinchinensis. Entrou em Lisboa em 1782 achando-se já nomeado Sócio da Acad. Real das Ciências desde 4 de Abril do ano antecedente. Foi também Sócio da Sociedade Real de Londres, e muito celebre pelos seus conhecimentos botânicos. Morreu na Rua do Sol, a Sanca Engrácia, em 18 de Outubro de 1791, como consta da respectiva certidão de óbito, com a qual se convence de falsa a opinião dos que o julgavam falecido em 1795. Consta que o abade Corrêa da Serra escrevêra o seu Elogio, porém ignora-se onde pára. Na Illustração, jornal universal, vol. II (1846) a pag. 31, saiu a seu respeito uma noticia biográfica, fundada em apontamentos, que para esse fim fornecera o Sr. Manuel Bernardo Lopes Fernandes: e também apareceu outra mais resumida, e daquella extraída, ao que parece, no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, tomo V (1854) pag. 368 a 371. Flora Cochinchinensis, sistens Plantas in reyno Cochinchinæ nascentes. Quibus accedunt aliæ observatæ in Sinensi imperio, Africæ orientalis Indiæque locis variis, labore ac studio Joannis de Loureiro Regiæ Scientiarum Academiæ Ulyssiponensis Socii: Jussu Acad. R. Scient. in lucem edita. Ulyssip. 1790. 4.º gr. 2 tomos. Ha outra edição, mais estimada que esta, cum notis C. L. Wildonaw, Berolini, 1793. 8.º gr. 2 tomos, da qual me comunicou a notícia o Sr. Dr. Pereira Caldas. Além desta obra, de uma Historia natural e civil da Cochinchina, manuscrita, que se diz existia em Londres em poder do sábio J. Bancks, e de alguns escritos que se conservam no arquivo da Academia Real das Ciências, parte deles em língua chinesa.”
[EN] Father João de Loureiro, was born in Lisbon, not later than 1710. He attended the College of St. Anthony, of the Company of Jesus and years later he left for Asia as a missionary. He lived 36 years in Vitenam and Cambodia, and arrived in Canton in 1779, where after three years he went to Portugal bringing his compendium Flora Cochinchinensis. He returned to Lisbon in 1782. By the time he was already a member of the Royal Academy of Sciences of Lisbon and also a member of the Royal Society of London, where he was famous for his outstanding botanical knowledge. He died at Rua do Sol, Santa Engracia, Lisbon, 18 October 1791, as reflected in the death certificate. The Abbe Correa da Serra wrote his necrology, which nowadays is missing. Flora Cochinchinensis studies the flora of South China, Vietnam and Cambodia. Besides this work it is presumed to still exist somewhere a Civil and Natural History of Cochinchina - a handwritten paperwork - which is said to exist in London held by J. Bancks, and some other writings preserved in the archives of the Royal Academy of Sciences in Lisbon, part of them written in Chinese. '